Colectivo ERRE: GENEALOGIA 2012/ 2015


Incubadora de Artistas | Galeria Cossoul
18 a 25 de Março de 2015


Instalação e Fotografia, dimensões variáveis, 2012-2015
(fotografia de Rui Dias Monteiro)


GENEALOGIA 2012/2015 iniciou em 2012 como um projecto para uma possível árvore genealógica de uma família marcada geneticamente por limitações de natureza oftalmológica. A árvore tem, intrínseco, um objeto comum a todos os elementos desta família: os óculos. Estes foram sendo agrupados pelas várias gerações e espelham a história de uma família portuguesa.

A primeira fase do projecto corresponde a uma escultura. Procede-se à concepção e construção de uma estrutura em madeira onde é suspensa a ramificação constituída pelos pares de óculos interligados: a única possibilidade mimética de visualizar a árvore.
Numa segunda fase a fotografia é o suporte ao qual os artistas recorrem para apresentar as relações entre as limitações oftalmológicas, os óculos e os seus respectivos usuários. É a fase em que se regista e documenta o processo.
A terceira fase foi a desconstrução. Desmembraram-se as parcelas da árvore e os óculos foram enviados para a organização Lions Club que, posteriormente os reciclou e distribuiu para países em desenvolvimento.

A quarta fase é a exposição, ponto onde nos encontramos. Já não temos a escultura, temos o vazio habitado de alguma forma pelo registo da fotografia. Registo que favorece as conexões existenciais do projecto GENEALOGIA 2012/2015, o diálogo entre a limitação genética e a busca dos artistas em cristalizá-lo no tempo e no espaço.

Letícia de Melo
Curadora

Sobre o Colectivo ERRE
Formado por Rui Aleixo Rui Dias Monteiro. Concluíram o projecto individual em 2008 e os Cursos Avançados de Artes Plásticas e Fotografia do Ar.Co em 2007. Formaram o colectivo ERRE em 2012, para o projecto GENEALOGIA.

CAL, 2015


exposição na Galeria Diferença
Outubro > Novembro 2014


C.A.L. #2.1, #2.2 e #2.3
140x140cm (cada tela); algodão-não-preparado engradado, cal, pigmento; 2014


LAC #1, #2 e #3
150x90cm (cada tela); pigmentos e óleo de linhaça sobre tela; 2014 


Rosa
212x200cm; algodão-não-preparado engradado, cal, fio de pesca; 2014


C.A.L. #1.1, #1.2 e #1.3 (à direita)
120x80cm (cada tela); algodão-não-preparado engradado, cal, pigmento; 2014

C.A.L. #1.4, #1.5 e #1.6
120x80cm (cada tela); algodão-não-preparado engradado, cal, pigmento; 2014

Livro WE


Criar um livro a partir do projecto WE, projecto que deu origem à minha primeira exposição individual, nasceu de uma vontade de documentar e de pontuar o percurso artístico através de um objecto que reflectisse e contivesse o essencial do meu processo criativo. Este livro seria uma espécie de um catálogo de uma exposição que já não existe fisicamente e, por isso, não teria de obedecer nem respeitar qualquer modelo preexistente ou conteúdo programático.

Foi neste contexto de grande liberdade, com um esqueleto alinhavado, que me dirigi ao Luís Gonçalves e à Stolenbooks através da sua chancela Buy the book. O ambiente de troca e partilha de ideias, de comunicação permanente sobre o avanço do projecto e de acompanhamento de todas as fases de produção fez com que o livro WE seja, verdadeiramente, fruto de uma colaboração estreita e dialogante entre o seu “mentor” e os seus “feitores”.  Saliento a atenção dedicada à capa, uma serigrafia (Stolenprints) que ilustra a individualidade de cada um dos exemplares do livro, numerados e assinados. 

Para adquirir um exemplar, contactar rui_aleixo@yahoo.com

Lançamento do livro WE






Galeria Diferença, Outubro 2015

C.A.L.#1 na livraria A+A


Travessa do Carvalho 25, Lisboa > de Janeiro a Junho 2016

Estúdio (WE, 2014)

(fotografias de Carlos Antunes e Rui Dias Monteiro)
(fotografias de Hugo Cunha)



materiais diversos utilizados durante preparação de WE

Neste mezanino é informalmente apresentado o processo criativo e de investigação do projecto WE. 
Aqui decorre igualmente o T time, uma taça de chá oferecida a quem encontra o artista na galeria.

Nota: T time não é uma performance.

A moleira (WE, 2014)

(fotografias de Carlos Costa)

A performance aconteceu no dia 17 de Maio de 2014. Partindo da história “A bela moleira”, musicada por Schubert, constrói-se uma nova história contada por um narrador e duas leitoras convidadas e pela acção imagética e sonora que o próprio artista vai executando no espaço (patamar performativo). É uma acção que integra o espaço da galeria e usa os objectos/materiais que habitam o espaço como cenário e personagens da própria história e acção dramática. O público pode percorrer o espaço durante a performance. A duração total é de 30m.

C.A.L. #1 (WE, 2014)

(fotografias de Rui Dias Monteiro e de Edgar Libório - CMO)


painel de 6 telas (120x80cm cada); algodão-não-preparado engradado, cal, pigmento; 2014

para ver as telas individualizadas, siga este link

C.A.L. #2 (WE, 2014)


(fotografias de Edgar Libório - CMO e de Rui Dias Monteiro)



painel de 3 telas (140x140cm cada); algodão-não-preparado engradado, cal, pigmento; 2014

para ver as telas individualizadas, siga este link

WE(st) (WE, 2014)



(fotografias de Rui Aleixo, Edgar Libório - CMO e Hugo Cunha)

20 telas agrupadas em 10 módulos independentes (5x8m); lona engradada, cal, pigmento, carvão vegetal para churrasco, madeira; 2014 

#1 (100x105cm); #2 (125x115cm); #3 (115x200cm); #4 (140x80cm); #5 (120x170cm); #6 (140x100cm); #7 (140x170cm); #8 (140x100cm); #9 (140x120cm); #10 (100x110cm)

para ver os módulos de WE(st) separados disponíveis, siga este link

Partindo do mapa e dos períodos de construção do centro histórico de Óbidos, a forte componente cromática das telas não resulta de um acaso ou de uma composição decorativa, mas de uma correspondência visual com as transformações emblemáticas e históricas da estrutura da vila. A forma resultante aparece exclusivamente veiculada pela ideia e pela sua concretização. Inscrita na parede, a carvão, uma escala e a indicação do ponto cardeal Oeste são os únicos elementos que sugerem o referente – a simplificação formal do mapa dá-lhe uma leitura mais abstracta do que figurativa.

Sem título (6 baldes de cor) (WE, 2014)

(fotografia de Rui Dias Monteiro)


instalação de 6 baldes (dimensões variáveis); 6 baldes, fio do norte, pigmento, água, cal; 2014

Esta instalação faz parte do espaço cénico da performance A moleira



Cipreste (WE, 2014)


(fotografia de Hugo Cunha)

escultura exterior (cerca de 300x70x80cm); madeira, varão de ferro nervurado de 8mm, corda, parafusos e porcas de rosca; 2014

feitos de um conjunto de restos de mobiliário encontrado nos despojos urbanos do município de Óbidos, os planos bidimensionais são justapostos a uma certa distância como num cenário barroco

Nota: esta instalação teve a duração da exposição WE

Rosa (WE, 2014)

 (fotografia de Maria Lopes)
(fotografias de Edgar Libório - CMO)

tela instalada a 20 cm da parede (cerca de 212x200cm); algodão-não-preparado engradado, cal, varão de ferro nervurado de 8mm, fio de pesca; 2014


para ver mais sobre este trabalho, siga este link

ROSA é uma tela engradada, quadrada, branca, caiada. “A matéria da pintura constrói-se unicamente pela sobreposição de camadas de cal. A tela é instalada a uma distância da parede, e é pendurada [por um dos vértices, sofrendo uma rotação] na diagonal. (...) O afastamento da parede procura proporcionar subtis variações da sua apreensão, quer pela rotação parcial, quer pela luz posterior que se poderá revelar na transparência da tela, ou ainda pela luz rasante que acentuará a brancura da cal e a textura da superfície caiada.” [1]

[1] Rui Aleixo, in Carta de intenções de 4 de Fevereiro de 2014



Facho (WE, 2014)

(fotografias de Edgar Libório - CMO, Rui Dias Monteiro e Hugo Cunha)


instalação (dimensões variáveis); garrafão de vidro, água, azeite, fio de nylon, madeira; 2014