WALL #3 (desinstalação)






WALL #3 (desinstalação), 2026

505 postais, massa adesiva, caixa de madeira, 

dimensões variáveis (14 x 14 cm cada postal)




registo da desinstalação

[re] Pôr a Par exhibition

 [re] Pôr a Par reúne um grupo de sete artistas que integraram a exposição Pôr a Par, apresentada em 2008 no espaço Avenida 211, em Lisboa. 

Entre 21 de fevereiro e 21 de março de 2026, a Casa da Avenida – nos números 286-288 da Avenida Luísa Todi, em Setúbal – acolhe um reencontro que ocorre num paralelismo nominal entre os dois espaços, numa reaproximação e num seguimento ao diálogo artístico que há 18 anos se estabeleceu.


Se em 2008 a exposição evidenciava afinidades subtis entre propostas distintas, sugerindo um tempo partilhado mais do que um discurso comum, [re] Pôr a Par retoma esse gesto a partir da distância do tempo e dos respectivos percursos artísticos e vivenciais percorridos. Os artistas apresentam trabalhos do passado, obras inéditas ou criações desenvolvidas especificamente para este contexto, propondo novas relações entre obras, espaço e memória.


Armanda Duarte, artista próxima a este grupo de artistas, foi convidada a propor um enunciado transversal, pensado tanto como ferramenta de trabalho para os artistas como convite aberto ao público, reforçando uma intencionalidade de colocar em diálogo, interpelar, fazer ecoar.




imagens de WALL #3 (desinstalação)

440 Hz 
(resposta ao enunciado da Armanda Duarte por Rui Aleixo, 2026)

créditos fotográficos: ©Ana Garrido


WALL #3 (desinstalação) : Step-by-step documentation

WALL #3 (desinstalação) é um mural composto por postais, inspirado em padrões da Casa da Avenida, em Setúbal Cada postal esconde no verso uma marca do momento da sua instalação — uma coordenada, uma hora e uma indicação de autoria.

Mais do que a composição resultante da justaposição dos postais, realizada pelo artista no acto da sua instalação, trata-se de uma obra aberta à intervenção dos visitantes. É a desinstalação que transforma a imagem observável em WALL #3 : ao escolher um postal e retirá-lo da parede, o público completa a obra iniciada pelo artista abrindo espaço ao vazio. Assim, cada visitante atua sobre a instalação que encontra e participa na construção de uma nova imagem.

Sendo esta obra movida por uma engrenagem de funcionamento visível, o investimento do artista na sua produção foi repartido pelos 505 postais. Ao escolher e levar um postal, o visitante é convidado a deixar o valor correspondente ao seu custo, participando no equilíbrio económico da obra e no lento regresso da instalação à sua imagem anterior à intervenção.


Rui Aleixo nasceu em Lisboa, em 1976. Começou por estudar Arquitetura, antes de se dedicar às artes visuais. No Ar.Co concluiu o curso básico de Pintura, o curso avançado de Artes Plásticas e o Projeto Individual em Escultura. É também músico profissional e mediador cultural, práticas que atravessam e expandem o seu trabalho artístico.

Desde 2008 desenvolve uma obra sustentada na atenção ao gesto, ao espaço e à matéria, apresentada regularmente em exposições individuais e coletivas. Entre estas contam-se Albo, Ângulo Morto, Livros Desobedientes, Alfarrábio, Eikon, Plinto, CAL e WE, em várias galerias e instituições (Lisboa e Oeste). O seu trabalho integra coleções públicas e privadas, nomeadamente a Emerge, o Oitavos Hotel e a Fundação Portuguesa das Comunicações.








caderno do projecto






postais